Liderança x confiança

Robbins (2002) relata que “a confiança, ou a falta dela, é uma questão cada vez mais importante nas organizações hoje em dia. A confiança é uma ‘expectativa positiva’ de que outra pessoa não irá agir de maneira oportunista”, seja por palavras, ações ou decisões. Existem aí dois elementos importantes implícitos: a familiaridade e o risco.

Segundo o autor, a expressão “expectativa positiva” assume o conhecimento e a familiaridade entre as partes. A confiança é um processo que depende da história para se formar, ser construída e acumulada. Na medida em que se conhece alguém, e o relacionamento amadurece, começa-se a acreditar na capacidade de formar uma expectativa positiva. A expressão “de maneira oportunista” refere-se ao risco e à vulnerabilidade inerente a qualquer relação de confiança. A confiança envolve a vulnerabilidade, como quando se contam segredos íntimos ou se acredita nas promessas de alguém. A confiança, por sua própria natureza, leva ao risco do desapontamento ou do abuso. Confiança é a disposição de assumir um risco. As dimensões básicas que fundamentam o concreto de confiança são a integridade, a competência, a consistência, a lealdade e a abertura. A integridade refere-se à honestidade e à confiabilidade. Sem a percepção do “caráter moral” e de “honestidade básica” do outro, as demais dimensões da confiança perdem o sentido.

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Competência de um líder

A competência engloba as habilidades e os conhecimentos técnicos e interpessoais do indivíduo. É preciso acreditar que profissionais possuam as habilidades e as capacidades necessárias para realizar aquilo que estão prometendo (ROBBINS, 2002).

A consistência está relacionada com a segurança, a previsibilidade e capacidade de julgamento que uma pessoa demonstra em diversas situações. A inconsistência entre as palavras e as ‘ações’ reduzem a confiança. “Nada é observado mais rapidamente do que uma discrepância entre aquilo que os executivos em posição de liderança pregam e aquilo que eles esperam que seus associados pratiquem” (NANUS, 1989, p.102).

Collins (2002) relata que a confiança parece ser um atributo essencial associado à liderança. Os traços1 honestidade e integridade estão entre os traços associados consistentemente com a liderança. Parece impossível liderar pessoas que não confiam no líder. Parte da tarefa do líder tem sido trabalhar com as pessoas para identificar e solucionar problemas, mas seu acesso ao conhecimento e ao pensamento criativos necessários para a resolução dos problemas vai depender do quanto as pessoas confiam nele. A confiança e a credibilidade modulam o acesso do líder ao conhecimento e à cooperação.

Quando liderados confiam em seu líder, tornam-se dispostos a se colocar em vulnerabilidade em razão das ações deste. Eles confiam que seus direitos e interesses não serão prejudicados. As pessoas não seguem ou buscam orientação com alguém que elas percebem como desonesto ou capaz de levar vantagem sobre elas. A honestidade, inclusive, é apontada como a principal característica admirada em um líder. Agora, mais do que nunca, a eficácia da liderança e dos administradores depende de sua capacidade de conquistar a confiança de seus liderados (COLLINS, 2002).

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